Meus Sermões

JESUS E AS TEMPESTADES DA MINHA VIDA

Mateus 14.22

 

“...Jesus ordenou aos discípulos que subissem no barco e fossem na frente para o lado oeste do lago, enquanto ele mandava o povo embora”.

 

Introdução

Jesus ordenou que os discípulos embarcassem num pequeno barco, um barco destinado à ter problemas.

Lemos neste v.22, que “...Jesus ordenou aos discípulos que subissem no barco”.

 

Esse pequeno barco, realmente estava direcionado à águas turbulentas... e nele, os discípulos seriam agitados como uma rolha de cortiça... eles seriam lançados numa experiência do tipo mini-Titanic – e Jesus sabia disso o tempo todo!

 

Lendo novamente: “...Jesus ordenou aos discípulos que subissem no barco e fossem na frente para o lado oeste do lago, enquanto ele mandava o povo embora”.

Mas, depois disto, onde estava Jesus? No v.23 lemos que Ele estava nas montanhas junto ao mar... estava lá, orando, para que os discípulos não falhassem no teste (que Ele sabia), teriam de enfrentar.

 

A viagem de barco, a tempestade, as ondas, os ventos... os discípulos estavam prestes a aprender a maior de todas as lições. E a lição é: Como Reconhecer Jesus Na Tempestade.

 

Até este ponto, eles conheciam Jesus como realizador de milagres, como quem havia transformado água em vinho ou multiplicado pães e os peixes...

Eles conheciam Jesus como o amigo dos pecadores, Aquele que traz salvação para todo tipo de pessoa.

 

Eles conheciam Jesus como Aquele que provê tudo o que é preciso... certa vez, pagar impostos, Jesus orientou que fossem apanhar uma moeda na boca de um peixe...

 

Eles conheciam Jesus como “o Cristo, o Filho de Deus”; sabiam que Ele possuía as palavras da vida eterna... sabiam que Ele possuía poder acima de todas as obras do diabo...

 

Os discípulos conheciam Jesus como mestre... Aquele que os ensinou a orar, a perdoar, a usar da autoridade do Seu nome para curar os enfermos e expulsar demônios...

 

Mas aqueles discípulos, eles nunca tinham aprendido a reconhecer Jesus na tempestade.

Achavam que realmente conheciam a Jesus melhor do que ninguém, porém, quando desabou a tempestade, quando se viram envolvidos por uma turbulência pavorosa, eles não conseguiram reconhecê-Lo.

 

Mas esta é a raiz da maior parte dos nossos problemas também: confiamos em Jesus para a nossa salvação e o perdão dos pecados... confiamos em Jesus para milagres e curas...para o suprimento das nossas necessidades... e confiamos que Ele nos levará para viver no céu...

 

Mas quando, de repente, uma tempestade desaba sobre nós, e parece que tudo está se desmoronando, tudo está se afundando... como é difícil reconhecermos Jesus em meio à essa situação!

Pensamos na presença de Jesus somente quando tudo está calmo, mas quando surge um problema e ficamos agitados por dentro, pensamos que Jesus se foi e nos abandonou...

 

Essa é a verdade: quando as coisas se complicam, nunca achamos que Jesus esteja perto de nós... o nosso pensamento é: “...a coisa complicou? ...isso se deve ao fato de Jesus ter nos deixado... se Ele estivesse conosco, isso não aconteceria!”. Nós pensamos.

 

Ah! Não conseguimos acreditar que Jesus permita que tempestades nos ensinem a confiar em Deus.

 

Agora, preste atenção no v.24, aqui na Bíblia: o barco está sendo jogado de um lado para o outro... parece que está afundando... os ventos são fortes e tudo está sendo contra aqueles homens.

Nós lemos isto: “Naquele momento o barco já estava no meio do lago. E as ondas batiam com força no barco porque o vento soprava contra ele. 25  Já de madrugada, entre as três e as seis horas, Jesus foi até lá, andando em cima da água. 26  Quando os discípulos viram Jesus andando em cima da água, ficaram apavorados e exclamaram: -É um fantasma! E gritaram de medo. 27  Nesse instante Jesus disse: -Coragem! Sou eu! Não tenham medo!”.

 

O barco havia se enchido de água tão rapidamente, que só de pensar na possibilidade de Jesus estar ali por perto, junto com eles, era absurdo.

 

Um dos discípulos, provavelmente, deve ter dito: “Isso é obra do mal – é o diabo que quer nos destruir!”

 

E outro deve ter falado: “O que fizemos de errado? Quem de nós está em pecado? Deus está zangado com alguém, e esse alguém está aqui, nesse barco!”

 

Ainda outro poderia ter dito: “Por que nós? ...logo a gente que está fazendo tudo o que Jesus mandou! ...estamos sendo obedientes... não estamos fora da vontade de Deus... então, por que Deus está deixando a gente passar por essa tempestade?”

 

E no momento mais difícil do temporal, lemos aqui no v.25: “Jesus foi até lá”.

Mas como deve ter sido difícil para Jesus ficar esperando até esse momento chegar... Jesus amava Seus discípulos... e durante a espera, sentiu todas as dores que eles sentiam, desejou livrá-los daquele sofrimento... teve compaixão por eles, como um pai quando os filhos estão com problemas!

 

Porém, Jesus sabia que eles nunca poderiam conhecê-Lo completamente, e confiar nEle completamente, enquanto o peso total da tempestade não caísse sobre eles.

 

Só então, havendo chegado ao limite da fé, é que lemos que Jesus foi até eles.

 

Amados, devido ao amor de Jesus por seus discípulos, aquele barco nunca iria afundar!

Mas o medo daqueles discípulos, teria matado a cada um deles mais rápido que a própria tempestade que caía sobre eles.

 

Medo é incredulidade... é falta de confiança... é ausência da fé.

 

Jesus poderia ter acalmado a tempestade à qualquer hora... Ele, simplesmente, poderia dizer uma palavra e o mar se acalmaria...

Mas e os discípulos? Não poderiam eles, fazer uso da fé que tinham em Deus e permanecer confiantes, controlados... sem berros, sem choradeira e sem desespero? Não poderiam eles, confiar na manifestação do poder de Jesus?

 

A resposta é “Não!”... não, enquanto não tivermos aprendido a reconhecer Jesus na tempestade!

 

Nenhuma pessoa, passando por uma turbulência na sua vida, pode se sentir segura enquanto não aprender a ver Jesus nessa turbulência.

 

A maior dificuldade que temos é justamente essa: achar que calmaria é sinal de que Jesus está presente... mas ocorrendo uma dificuldade... é por que Jesus nos deixou ou está nos castigando.

 

Lemos aqui no v.26: “Quando os discípulos viram Jesus andando em cima da água, ficaram apavorados e exclamaram: -É um fantasma! E gritaram de medo”.

Eles não reconheceram Jesus na tempestade... Jesus estava vindo na direção deles, mas o que eles viram foi um fantasma, uma assombração.

 

É que a idéia de Jesus estar tão perto, tão presente, tão participante daquilo que estavam enfrentando, não tinha entrado na mente deles.

 

Amados, aqui está o perigo que nós também enfrentamos hoje: o perigo de não sermos capazes de enxergar Jesus em nossos problemas, em nossas lutas, em nossas tempestades.

Ora, em meio às tempestades da vida, na hora mais difícil, no momento mais perigoso da tempestade, com o temporal que for, de nuvens escuras na quantidade que for, com relâmpagos e trovoadas na intensidade que for, Jesus sempre vem em nossa direção... vem para Se revelar como o Senhor e Salvador nas tempestades. Aleluia!

 

Porém, a dificuldade é que não O reconhecemos... em meio às tempestades da vida, não vemos Jesus... ao invés disso, vemos fantasmas.

 

Mas os discípulos, os vemos aqui, cheios de medo.

E agora, não é só o medo da tempestade... agora eles tinham um novo medo: medo dos fantasmas! A tempestade havia trazido fantasmas...

 

Era de se esperar que, ao menos um discípulo, pudesse perceber o que estava acontecendo e dissesse: “Amigos: Jesus falou que não nos abandonaria... foi Ele que nos mandou nessa missão... nós estamos obedecendo. Então, olhem de novo... Aquele é o nosso Senhor... é Jesus! Não estamos sozinhos... fiquemos calmos! Está tudo sob controle!”

 

Mas para os discípulos, aquilo era um desastre, um trágico acidente... uma situação de desespero...

 

Mas Deus via a tempestade com outros olhos!

Aquilo era um teste para os discípulos, assim como o deserto foi para Jesus.

 

Deus permitiu aquela situação... Deus permitiu a tempestade... permitiu que os discípulos entrassem no barco, fossem balançados, chacoalhados – mas não afundados!

 

Porque havia só uma lição a ser aprendida – só uma, uma lição simples, não uma lição profunda, mística, de acabar o mundo.

Jesus, simplesmente queria que confiassem nEle como Senhor em todas as tempestades da vida...

 

Tudo o que Jesus simplesmente queria, é que Seus discípulos conservassem o ânimo e a confiança, mesmo nas horas mais difíceis da vida. Só isso!

 

Lemos no v.25 que: “Já de madrugada, entre as três e as seis horas, Jesus foi até lá, andando em cima da água”.

Quando os discípulos viram Jesus andando em cima da água, lemos aqui, que eles ficaram apavorados e então exclamaram aquilo: “É um fantasma!” e gritaram de medo.

 

Parece que cada um dos doze discípulos deve ter visto um fantasma... uma assombração diferente.

 

Talvez um tenha pensado, “Conheço esse fantasma; esse aí é o espírito da mentira! Eu menti algumas semanas atrás. Esta é a razão da tempestade... eu estou nessa tempestade porque menti. E esse fantasma apareceu para eu parar de mentir. Eu vou parar! Eu vou! Oh! Deus, me livre dessa e eu paro de mentir”.

 

Um outro, provavelmente pensou: “Esse é o fantasma da hipocrisia! Eu tenho duas caras... eu sou falso. Com esta tempestade, eu agora posso ver o que sou. Deus mandou esse fantasma só pra eu me corrigir logo... essa é a causa da tempestade! Então, chega de hipocrisia... oh! Deus, me livre dessa.”

 

Outro discípulo deve ter falado: “Esse é o fantasma da ambição! Tenho sido muito materialista, muito ambicioso”.

Um outro: “Esse é o fantasma do tempo perdido! Me tornei preguiçoso... não tenho obedecido a Deus, fiquei frio, morno. Aprendi a lição...”.

 

Outro, “Esse é o fantasma do rancor. Não tenho perdoado como deveria. Tenho evitado algumas pessoas! É por isso que Deus está me fazendo balançar – essa tempestade é para me ensinar a deixar de guardar rancor”.

 

Outro: “É o fantasma do pecado escondido! Maus pensamentos. Parece que não consigo acabar com isso... então Deus mandou esta tempestade para me expor diante dos demais”.

 

Um outro, “É o fantasma das promessas não cumpridas. Tenho prometido a Deus fazer uma coisa, e não cumpro. Agora, Deus está me atacando. Está zangado comigo e por isso me colocou na tempestade. Estou arrependido. Aprendi a lição”.

 

Amado, tudo isso são fantasmas... apenas aparições.

Nenhuma destas coisas é a verdadeira lição a ser aprendida. Deus não está zangado com você. Você não está na tempestade porque falhou.

 

O que se passa, é que Jesus está querendo que você saiba que a tempestade tem um só propósito, e o propósito é levar você a um nível de fé mais alto, à uma confiança absoluta no poder de Deus e na presença de Deus, em todas as horas da sua vida...

 

Conclusão

Amado: que ventos estão sendo contrários, que tempestade você está sofrendo?

Pode ser que a tempestade que tem vindo sobre a sua vida seja constituída de doença, de moléstia e de dor... pode ser que a tempestade que veio forte sobre você seja constituída de preocupações... você sente medo, sente dor... e tudo é tão forte, que você não consegue pensar na presença de Jesus ao seu lado, não consegue pensar na presença de Jesus com você...

 

Você olha, tenta enxergar alguma coisa na sombra escura que o envolve... mas tudo que você consegue ver, é fantasma... o fantasma da morte... então você treme e se perturba...

 

Amado, é disso exatamente que trata a presença de Jesus... Tenha ânimo... quer você esteja no meio de milagres e também no meio das tempestades, a presença de Jesus está ali com você!

 

Acolha a presença de Jesus... o barco da sua vida não afundará!

 

Pr Walter Pacheco da Silveira, 13.11.2005 - Adaptado de Wilkerson.