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A CRISE DA FÉ
Números 13.26-33

Hoje e o dia de você decidir ver o mundo com os olhos da fé, de parar de olhar para as circunstancias da vida e crer nas verdades da Palavra de Deus. Decida, pela fé, entrar na posse da herança que Jesus conquistou na cruz para cada área de sua vida.

Caminharam e vieram a Moises, e a Arão, e a toda congregação dos filhos de Israel no deserto de Para, a Cades; deram-lhes conta, a eles e a toda a congregação, e mostraram-lhes o fruto da terra. Relataram a Moises e disseram: Fomos a terra que nos enviastes; e, verdadeiramente, mana leite e mel; este e o fruto dela. O povo, porem, que habita nessa terra e poderoso, e as

cidades, mui grandes e fortificadas; também vimos ali os filhos de Anaque. Os amalequitas habitam na terra do Neguebe; os heteus, os jebuseus e o amorreus habitam na montanha; os cananeus habitam ao pé do mar e pela ribeira do Jordão. Então, Calebe fez calar o povo perante Moises e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela.

Porem os homens que com ele tinham subido disseram: Não podemos subir contra aquele povo, porque e mais forte do que nos. E, diante dos filhos de Israel, inflamaram a terra que haviam espiado, dizendo: ¡§A terra pelo meio da qual passamos a espiar e terra que devora os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura. Também vimos ali gigantes (os filhos de Anaque são descendentes de gigantes), e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também o éramos aos seus olhos.¨ (Nm 13.26-33).

Muitos cristãos pensam que a terra de Canaã tipificou o céu, que desfrutaremos apos a morte. Essa idéia, porem, esta longe da verdade. Se o Egito tipifica o mundo com a sua escravidão, logo Canaã tipifica a vida crista abundante. Todavia, entre o Egito e Canaã, há o deserto. O deserto e inevitável, todos nos passamos por ele, mas não podemos pensar que a vida crista seja vivida no deserto. O deserto tipifica a vida crista vivida na carne, segundo o esforço próprio. Os que andam na carne não podem agradar a Deus e nem desfrutar da vida plena e vitoriosa que Ele tem para nos. Todos nos passamos pelo deserto e então chegamos ao dia no qual nos deparamos com uma crise para podermos entrar em Canaã: e a crise da fé e dependência, a crise de Cades-Barneia.

Todos nos estivemos no Egito debaixo da escravidão de Faraó, o diabo. Todavia, o Senhor nos libertou pelo sangue do Cordeiro

e pela passagem pelo Mar Vermelho. Agora, o inimigo não tem mais autoridade sobre as nossas vidas. Depois de sairmos do Egito, que simboliza o mundo, entramos no deserto.

Todos queremos ir direto para Canaã, mas há um deserto a ser atravessado. O deserto aponta para os tratamentos de Deus sobre a nossa carne. E inevitável passarmos pelo deserto, mas não precisamos viver a vida toda nele. Ha uma relação intima entre a carne e o deserto. Por isso o deserto simboliza a vida da alma, da carne e da incredulidade. Somente quando aprendemos a crer e a depender de Deus entraremos em Canaã, por isso temos de passar pelo teste da Fe em Cades-Barneia.

Em Cades-Barneia. Moises enviou doze espias para observarem a terra e trazerem o seu relatório.Todos eles testificaram que a terra era boa, que nela manava leite e mel. Uma terra tão rica que produzia cachos de uva que tinham que ser carregados por dois homens. O Livro de Deuteronômio diz: ¡§A terra era de ribeiros de águas, de fontes, de mananciais profundos, que saem dos vales e das montanhas, terra de trigo e cevada, de vides, figueiras e romeiras, terra em que se come o pão sem escassez, e nada falta nela, terra cujas pedras são ferro e de cujos montes cava-se cobre. Comemos e nos fartemos na terra boa que o Senhor nos deu.¡¨ (Dt 8.7-12).

Canaã e um símbolo das riquezas insondáveis de Cristo. As águas em abundancia nos falam do refrigério do Senhor, o trigo e a

cevada nos falam do ¡Pão que desceu do céu¡¨ para nosso alimento e as vides e as figueiras nos falam da satisfação plena que o Senhor tem para nos. Ha também a riqueza do ferro e do cobre, Deus não nos tem chamado para a pobreza e miséria, mas para a fartura e a abundancia.

Os espias confirmaram que a terra era realmente boa e muito rica. Havia, porem, alguns problemas: o povo que habitava na terra era poderoso e as cidades eram fortificadas.

Os espias, em vez de olharem para a herança que Deus estava lhes concedendo, olharam para o inimigo e para si próprios. Eles viram a si mesmos como desprezíveis diante dos gigantes.

O texto diz: “Vimos gigantes ali e éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos, e assim também o éramos aos seus olhos.” Quem disse que os inimigos os viam como gafanhotos? Em sua incredulidade, deram lugar as mentiras do diabo. O grande problema do povo de Deus e não saber quem e. Se eu não sei quem sou, facilmente cederei as ameaças do inimigo;

mas, se eu conheço a minha forca, as minhas armas, o poder que esta em mim, eu me encho de coragem e destruo meus inimigos. Nós somos o que falamos e como nos vemos; se nos vemos fracos, somos fracos; se nos vemos como gafanhotos, eis no que nos tornamos. Os espias olharam para si mesmos, não para o que Deus é e para o que eram em Deus. O seu relatório desonrou ao Senhor.

No Livro de Números, 14.36, lemos que os dez espias, que não acreditaram na Palavra de Deus, foram feridos com praga diante do Senhor. Eles morreram porque levaram o povo a incredulidade. O pecado deles foi muito grave, afetando não apenas a eles, mas a toda a congregação. Nos, os lideres, devemos ter muito cuidado para não levarmos o povo ao desanimo por meio de nossas palavras.

Devemos ser como Josué e Calebe, que tiveram palavra de Fe, conclamando o povo para que subisse e conquistasse a terra. Se

lermos toda a historia, veremos que Calebe entrou em Canaã, derrotou os enaquins e tomou posse da terra. O Livro de Josué, 15.14, nos conta que Calebe viu os gigantes, mas não os temeu. Também nos, quando nos deparamos com as dificuldades, não devemos temer, mas fixar os lhos nas promessas de Deus e no seu poder sobre nos. Porque o povo falhou no teste de fé, eles tiveram que permanecer no deserto. A condição de Deus para a posse de Canaã e tão-somente fé e dependência. Muitos vivem na sequidão do deserto por não crerem em Deus para entrar na posse da herança. Vejamos algumas atitudes que trouxeram derrota ao povo no deserto.

1. Olharam para si mesmos
Porem os homens que com ele tinham subido disseram: ¡§Não poderemos subir contra aquele povo, porque e mais forte do que nos.¡¨ (Nm 13.31).

Quem havia dito ao povo que eles teriam de vencer o inimigo pela sua própria forca? O inimigo pode ser mais forte do que nos, mas maior e Aquele que esta em nos. Se e na forca do Senhor que lutaremos, não importa se o adversário e maior e mais numeroso que nos.

2. Foram incrédulos
“E, diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar e terra que devora os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura.” (Nm 13.32).

Por essa passagem podemos ver que o grande problema daqueles que permanecem no deserto e que eles duvidam da Palavra de

Deus. Deus diz que eles são fortes, mas eles insistem em olhar para suas fraquezas. Deus diz que Cristo já levou as suas enfermidades, mas eles insistem em olhar para a doença. Deus diz que eles já foram libertos do pecado, mas eles insistem em tentar vencer o pecado pela própria forca. Deus havia dito que daria a eles a terra que mana leite e mel, mas os espias duvidaram da fidelidade de Deus.

O incrédulo olha para o problema e não para Deus. Todo aquele que anda na carne e introspectivo, olha demais para si mesmo. Fixar os olhos em si mesmo, gerara uma de duas atitudes: auto-piedade ou auto-condenaçao. Ambas são expressões da incredulidade e procedem do diabo. Diante dos problemas, não olhe para si mesmo e nem para os problemas, olhe para Deus.

Devemos olhar para o que Deus e, o que Deus tem e o que Ele faz.

3. Confessaram a derrota
O terceiro problema foi a confissão errada. Em nossas línguas esta o poder da vida e o poder da morte, já diz o texto bíblico (Pv 18.21). O que falamos e o que possuímos. Se confessamos derrota, colhemos derrota, pois palavras são sementes. Palavras faladas são sementes plantadas e palavras repetidas são sementes regadas. Os espias confessaram que o povo da terra era mais forte que eles, disseram que era impossível conquistar a terra. Disseram também que eram como gafanhotos. Devemos aprender a confessar somente o que Deus diz que somos. Deus diz que eu posso todas as coisas nele. Ele diz que eu sou filho, sou soldado e sou valente. Somente confesse o que Deus diz que você e, que você tem e que você faz.

Qualquer confissão fora da Palavra certamente gerara morte.

Os espias não creram na Palavra de Deus, olharam para si mesmos e confessaram a derrota. Eis os três aspectos da derrota em

Cades-Barneia. Por causa disso, o povo daquela geração foi rejeitado e Deus disse que eles não poderiam entrar em Canaã. Iriam morrer no deserto porque não creram em Deus. E triste ser salvo no Egito e viver uma vida miserável no deserto. Muitos ha, ainda hoje, que saíram do Egito, mas nunca provaram da abundancia de Deus que esta em Canaã.

Você tem vivido em Canaã ou no deserto?

Que áreas em sua vida precisam experimentar da abundancia de Deus?

Você tem vivido uma vida de naturalidade, incredulidade e confissões erradas? Ha algo para se arrepender e pedir perdão a Deus?

Hoje e o dia de você decidir ver o mundo com os olhos da fé, de parar para as circunstancias da vida e crer nas verdades da

Palavra de Deus. Decida pela fé, entrar na posse da herança que Jesus conquistou na cruz para cada área de sua vida.


Aluizio Antônio