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Inocência

 

Recebi pela Internet extrato de cartas reais para Deus, escritas por crianças, (foram traduzidas do original em inglês). Numa delas a criança escreveu: "Querido Deus, se Você olhar pra mim na igreja Domingo, eu vou te mostrar meus sapatos novos".

 

...como cantava o cantor da MPB (Música Popular Brasileira): "Não tenha medo de ser feliz! Eu fico com a pureza da resposta da criança... é a vida, é bonita e é bonita... viver..." .

 

A primeira vez que li a estória do Rei Nu foi através da pena de Rubem Alves. Era um rei tão tímido que ninguém ousava dizer-lhe verdades; tão ingênuo que acreditava em tudo o que seus súditos diziam desde que massageasse seu ego. Diante dele, todos fingiam acreditar que tudo dele era verdadeiro, belo e bom ainda que, nos corredores, o fuxico corresse solto. Certa vez ele foi convencido por seu alfaiate a “vestir” uma roupa invisível. Detalhe: para o rei seria invisível, mas para os súditos seria a roupa mais linda do reino. Todo cheio de si, saiu com a “roupa nova”, desfilando em carro aberto. Por onde passava era festivamente aplaudido, até que, com toda simplicidade e sinceridade peculiar das crianças, um menino grita, alegre e debochado: “O Rei está nu!” O invisível era tão visível que o coração do povo explodiu ao som daquela inocente voz. Foi um caos! Assim somos nós. Nos impressionamos com tudo. 21/12/06

 

Um garoto estava brincando próximo de um matagal que havia nas imediações de sua residência, quando seu pai lhe chamou. Quando chegou veio à primeira pergunta: "O que você viu, filho, quando brincava?" Vi uma cobra papai! Você á matou como te ensinei, com um pedaço de pau? Não papai, era só um filhote! Como você sabia que era um filhote? Ela brincava com um chocalho! Sabemos que a cobra usuária de chocalho em nosso país, é a cascavel, portanto uma víbora altamente perigosa. Mas o menino não viu perigo na cascavel! Simplesmente por não haver maldade em seu olhar, a criança não suspeita mau. Precisamos pedir a Deus para passar colírio santo em nossos olhos assim não veremos tanta maldade em tudo o que olharmos. 29.1.2008