CRISTO: SUPERLATIVO NA SUA HUMANIDADE
Hebreus 1.1
Cristo: Superlativo na Sua Humanidade na Epístola de Hebreus
Cristo é Superlativo. O que o dicionário diz desse adjetivo: Que exprime uma
qualidade em grau muito alto, ou no mais alto grau (Dicionário Aurélio
Eletrônico, Editora Nova Fronteira/Lexikon Informática, versão 3.0 Nov. 1999).
Quero mostrar alguns dos superlativos de Cristo na Epístola aos Hebreus.
Quem Fala nos Últimos Dias? - Os profetas do Velho Testamento e os escritores do
Novo Testamento falaram dos últimos dias incluindo vários acontecimentos como a
primeira vinda de Jesus à terra (Hb 1.1), o derramamento do Espírito Santo (Jl
2.28-32; At 2.16-21), a inclusão dos gentios na salvação (At 13.39-49; Is
42.1-6; 60.3-5) e o milênio (Mq. 4.1-7; Ez 38.16). Desde que estes eventos foram
enquadrados no período chamado “últimos dias” podemos concluir afirmativamente
que estamos no meio destes eventos e, portanto fazemos parte deste período.
O escritor da epístola aos Hebreus escreve palavras inspiradas por Deus
ensinando que nestes últimos dias Deus revelou e falou aos discípulos daquele
primeiro século. Deus falou a estes não pelos sonhos, visões, sentimentos,
conseqüências, emoções, milagres, e nem pelos sinais do Espírito Santo. O
escritor da epístola aos Hebreus afirmou que nos últimos dias Deus falou pelo
Seu filho Jesus Cristo (Hb. 1.1; Jo. 17.8; 14.26; I Co. 11.23; Ef. 3.5).
Os apóstolos que ouviram essas palavras de Jesus confirmaram o que o Filho de
Deus verdadeiramente ensinou. Deus testificou com estes apóstolos por sinais, e
milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua
vontade que essas palavras de Jesus eram realmente de Deus (Hb. 2.3-4).
Portanto, fazemos agravo a essa Palavra dada, à Pessoa de Jesus Cristo quem as
falou e ao Deus Pai que delas testificou quando buscamos outra confirmação ou
outra palavra. Não têm e nunca terão outras além dessas dadas por Jesus nestes
últimos dias. Já foram confirmadas e testificadas por Deus (Mc. 16.17-20 v. 21:
“E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o
Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém.”).
“Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos
ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas.” (Hb. 2.1). Cristo é Quem
fala. Ele exprime uma qualidade no mais alto grau (Hb. 1.1).
Resumindo: Deus falou; falou nos últimos dias pelo Filho aos apóstolos. Os
apóstolos confirmaram o que O Filho falou; Deus testificou o mesmo pelos sinais.
Agora convém-nos atentar com mais diligencia o que Jesus falou.
Jesus é destacado em maior grau, sim, do mais alto grau sobre tudo antes e
qualquer fonte depois. Cristo é superlativo!
O Antítipo é Melhor do que o Tipo – A Epístola aos Hebreus foi escrita para
declarar as virtudes de Cristo em comparação aos tipos do Velho Testamento que
apontaram a Ele. Nunca pode o tipo superar as qualidades daquela coisa ou
daquela pessoa que tipificaram. Como as palavras de um poema escrito pelo
cônjuge sobre as excelências da Sua amada podem ser inspiradas e escolhidas por
Deus, nunca podem igualar a pessoa da Sua Amada. Isso é que temos no livro dos
Cantares de Salomão. A expressão da Sua divina estimação sobre quem é a alva do
Seu eterno amor nunca pode superar o cuidado e prazer da realidade dEle com ela.
Os que são casados sabem que a realidade é bem melhor do que qualquer sonho.
Todavia, os hebreus tinham uma dificuldade de deixar o símbolo pelo real. A
tradição judaica era uma das características deles que identificaram eles com os
do passado. Perder as tradições era perder a sua nacionalidade, a qualidade de
ser “gente”, razão de viver. Depois de centenas de anos sobre perseguição que
visava erradicá-los, de livrar o mundo deles pelos seus cruéis inimigos, o que
podia manifestar um grupo dos dispersados com outro grupo de dispersados era
justamente as tradições da cultura judaica. Mas, mesmo importante como
identificação de um povo milenar, o que as tradições apontavam era superior
delas.
Sim, as novas tradições marcariam ser este povo, o Povo de Deus, melhor que as
tradições representativas jamais poderiam ser. Portanto, nunca despreza o poder
de pregar alto a verdade de Cristo por um comportamento Cristão: I Pe. 3.1-4:
“Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para
que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam
ganhos sem palavra; considerando a vossa vida casta, em temor. O enfeite delas
não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na
compostura dos vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível
traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.”
Como as tradições identificam os diferentes grupos de judeus, assim as nossas
obediências públicas identificam-nos com Cristo diante do mundo e uns com os
outros: I Jo. 1.1-3-7: “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que
também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho
Jesus Cristo. Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra. E
esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há
nele trevas nenhumas. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em
trevas, mentimos, e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele
na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu
Filho, nos purifica de todo o pecado.”
A casa é melhor do que o desenho dela, o casamento melhor do que o sonho, o
Salvador do que qualquer símbolo dEle. Cristo é Quem Deus exalta. Cristo exprime
qualidades no mais alto grau sobre tudo (Hb. 1.2-4). Cristo é superlativo!
A Humanidade de Cristo é Superlativa
Abaixamento Superlativo – Cristo é superlativo como homem; é mais homem do
que o próprio homem. Podemos entender isso um pouco melhor considerando de onde
Ele veio para ser feito homem. Cristo veio da excelência celestial. Ele foi
feito mais excelente do que os anjos e herdou mais excelente nome do que eles (Hb.
1.4). Cristo veio “coroado de glória e de honra” (Hb. 2.9). Hb. 2.5: “Porque não
foi aos anjos que sujeitou o mundo futuro, de que falamos.”
Porém, nós viemos do pó da terra (Gn. 3.19). Cristo, na Sua humanidade é
superlativo!
Cristo veio de onde, desde a eternidade, estava com o Pai, cada dia sendo as
delicias do Pai e alegrando-se perante Ele em todo tempo (Pr. 8.30).
Porém, nós viemos de pais pecadores (Rm. 5.12). Cristo, na Sua humanidade é
superlativo!
A Sua posição era Filho de Deus e o próprio Deus. O Pai lhe titulou “Deus” (Hb.
1.5-8, 13).
Porém, mesmo sendo feito à imagem de Deus, somos apenas homens criados (Gn.
1.26-27). Cristo, na Sua humanidade é superlativo!
O abaixamento superlativo de Cristo é visto que Ele veio de tal excelência
celestial de uma eternidade no favor do Seu Pai, sim, de uma posição insuperável
para habitar entre os homens com um propósito mortal. Cristo coroado de honra e
de glória foi feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da
morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos (Hb. 2.9).
Nós nascemos para morrer devido aos nossos pecados (Rm. 6.23). Cristo veio na
Sua humanidade para provar a morte por todos que o Pai lhe deu (Jo. 6.37-39, 44,
65; 17.2). Cristo, na Sua humanidade é superlativo!
Cristo veio para ser rejeitado por seu povo (Jo. 1.10-11), para não ser crido
pelos seus próprios conterrâneos (Mt. 13.53-58). Tomando carne, Ele veio ser
tentado, saborear sofrimento que nunca então foi experimentado, ser
envergonhado, julgado falsamente e como criminoso e morrer uma morte não
gloriosa e amaldiçoada.
Nunca houve um abaixamento de mais alto grau do que Cristo Jesus quando tomou
sobre Si a carne. Por isso Cristo, na Sua humanidade, é superlativo! É mais
homem do que o próprio homem.
Sofrimento Superlativo – Hb. 5.7: “grande clamor e lagrimas!” O sofrimento que
Cristo conheceu manifesta a Sua humanidade mais do que homem. A Bíblia nos
mostra que o clamor era grande, as suas lagrimas provindas da mais intensa
agonia cheia de orações íntimas e súplicas externas. Este clamor era um bramido,
de dia e de noite. Era uma longa lamentação em agonia que secava a sua garganta
e pelo clamor cansava-se. Nesse clamor, Cristo castigava a Sua alma com jejum.
Ele experimentava a aflição do aflito, pois reconhecia que logo o Senhor o
desampararia e não seria perto com o Seu auxilio (Sl. 22.1-2, 19, 22-24; 69.3,
10).
A agonia que um homem pode passar é angustiante pensar. A tristeza que um grupo
de pessoas pode experimentar é difícil compreender a não ser pelos que passaram
por tal agonia. Todavia nisso, Jesus exprime o mais alto grau, pois Ele é um
“homem de dores”, “experimentado nos trabalhos”, “ferido de Deus”, e eia, não
por Si mesmo, e não por um só homem, mas Ele tinha “grande clamor e lágrimas”
por ser “ferido por causa das nossas transgressões”, as de todos os Seus de todo
o tempo para todo o sempre (Is. 53.4-9). Nisso, no Seu grande clamor e
lágrimas”, Cristo é superlativo.
Pode alguém achar contradição de mencionar “o grande clamor” de Cristo pois a
Bíblia diz que Cristo “oprimido e afligido mas não abriu a sua boca e como a
ovelha muda perante seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca” (Is. 53.7).
Porém quando Cristo estava diante dos que O afligiam, Ele não abriu a Sua boca.
Quando O injuriavam, não injuriava e quando padecia não ameaçava, mas
entregava-se Àquele que julga justamente (I Pe. 2.21-25). Na Sua submissão à
vontade do Pai, Cristo é superlativo.
No Seu sofrimento interior no jardim no Monte das Oliveiras, Ele não estava
diante dos Seus opressores mas diante do Seu Pai e assim Ele, posto em agonia,
orava mais intensamente e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que
corriam até ao chão (Lc. 22.39-46). Os discípulos que O seguiram estavam
instruídos para orar para não entrar em tentação mas, pouco tempo, Ele os achou
dormindo de tristeza. Cristo era mais homem na Sua humanidade do que os próprios
homens. Na tristeza os homens dormiram, mas Cristo continuava em oração. Cristo,
na Sua humanidade é superlativo.
O homem mais sincero pode se privar de muito conforto, alimentação necessária, e
por muito tempo buscar o que não é a vontade de Deus. Há homens que, apesar do
seu esforço espiritual, podem ter as suas orações zelosas barrados e nunca
ouvidas por Deus por terem iniqüidade nos seus corações (Sl. 66.18: “Se eu
atender à iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá;”). Porém, Cristo é
superlativo, pois na Sua carne ofereceu ao Pai as Suas orações e súplicas com
tão grandes clamores e lágrimas e foi ouvido (Hb. 5.7). O Pai sempre ouve Cristo
(Jo. 11.42: “Eu bem sei que sempre me ouves,...”), portanto Ele é superlativo !
Existe um propósito para se ter escrito sobre tanto clamor. Não foi à toa. Neste
propósito Cristo é acima de qualquer grau, pois “veio ser a causa da eterna
salvação para todos os que Lhe obedecem” (Hb. 5.9). Um homem pode até jurar que
morreria por um justo ou por uma boa causa. Mas, além de parecer ousado, além de
ser um mártir por uma causa que o homem considera justa, Cristo morreu de fato
por todos os salvos dando-lhes uma eterna salvação (Rm. 5.6-8).
Graças a Deus por Cristo ser superlativo na Sua humanidade expressado pelo Seu
abaixamento e no Seu sofrimento!
Tentação Superlativa – Hb. 4.15: “Porque não temos um sumo sacerdote que não
possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi
tentado, mas sem pecado.”
Nós todos temos problema com tentação. A concupiscência concebida em nós
rapidamente expressa-se no pecado (Tg. 1.14-15). Nós todos temos aquele pecado
que tão de perto nos rodeia (Hb. 12.1) fazendo com que não façamos o que sabemos
que é reto para agradar a Deus (Gl. 5.17). Nós não andamos sempre em Espírito e
por isso cumprimos demasiadamente freqüente a concupiscência da carne. Não é
todo tipo de pecado que nos abala mas alguns em particular são mais nocivos.
Onde um não tem problema com a gula este pode ter problema com paixões. Onde um
pode ter a sua fraqueza na cobiça e não nas palavras torpes, um outro pode ter
nenhum destes mas o desperdício de dinheiro o aflige.
Mas Cristo supera todo homem, pois Ele foi tentado em tudo. Satanás o apresentou
tudo o que está no mundo: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos,
e a soberba da vida (I Jo. 2.16). As oito classificações de pecado em Apocalipse
21.8 foram apresentadas à nosso Senhor Jesus enquanto estava na carne, pois Ele
foi tentado em tudo. Nisso entendemos a sua humanidade de Cristo é superlativa
pois foi mais do que qualquer homem em particular experimenta.
Em tudo isso Cristo não pecou fazendo com isso termos confiança e ousadia ao
chegarmos ao Trono da Graça e podemos alcançar misericórdia e achar graça a fim
de sermos ajudados em tempo oportuno!
Estás necessitando dessa graça para te ajudar na salvação da tua alma? Cristo
superou tudo muito mais além do que qualquer homem particular passou. E Ele
venceu e pode salvar perfeitamente os que vem a Deus por Ele.
Estás necessitando dessa graça para te ajudar na santificação? Podemos fazer
tudo por Jesus Cristo que nos fortalece (Fp. 4.13).
Pastor Calvin G Gardner – http://www.PalavraPrudente.com.br – PastorCalvin@PalavraPrudente.com.br