Outros Sermões Habacuque

FÉ INABALÁVEL
Habacuque 3:17-19

Introdução
“... um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia” (II Pd. 3.8). Em que tempo nos encontramos? Estamos no meio do tempo sem que saibamos nem o dia nem a hora em que o Senhor se há de manifestar. Como diz o profeta Habacuque, estamos situados “no meio dos anos” (3.2).
Jesus explica-nos esta situação dizendo: “Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem” (Mateus 24.42-44).
Que hora é esta que estamos a viver? Estamos na segunda, na terceira, na quarta vigília da manhã ou da noite? Não sabemos, não é verdade?!
Por isso importa que vigiemos...!

I. Louvar a Deus em Qualquer Situação
Com certeza que não ignoramos, que enquanto aguardamos a gloriosa manifestação de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo, haveremos de passar por bons e maus momentos, por tempos fáceis e outros difíceis. Teremos alegrias e tristezas. Contudo, nunca devemos perder a esperança nem a fé! Diz a palavra do Senhor que “o justo pela sua fé viverá” (Hab. 2.4).
Sempre hão de surgir problemas, momentos de crise, catástrofes, morte, mas é muito importante para nós que nestes momentos difíceis mantenhamos firmes a nossa fé. A fé que nos move tanto na prosperidade como na adversidade à fidelidade e à confiança em Deus.
Não é verdade que nós sabemos como age muita gente quando prosperam e quando as coisas correm mal? Quando tudo vai bem, Deus é bom. Quando as coisas correm mal Deus é injusto...!
Cultivemos em nós a fé que agrada ao Senhor. Aquela fé que exulta de gozo continuamente no Deus da nossa salvação em qualquer momento, em qualquer situação ou seja, na prosperidade e na adversidade!

II. Quem Será Contra Nós?
Creio que todos sabemos como e de que vivia o povo na Palestina centenas de anos antes de Cristo. Era um povo essencialmente dedicado à agricultura e ao pastoreio. A figueira, a oliveira, a videira as ovelhas, as vacas, etc., eram a base do seu sustento e do seu desenvolvimento. Se outros invadissem a sua terra, o que era muito freqüente, roubassem o seu gado, destruíssem os seus campos, a economia e a subsistência deste povo estavam seriamente comprometidas.
Habacuque foi um profeta do Senhor daquele tempo. Era um homem possuidor de uma fé inabalável, uma fé a imitar. Nada faria vacilar a fé de Habacuque. Até mesmo o maior cenário de miséria, de pobreza extrema seria capaz de abalar a sua fé.
“Ainda que a figueira não floresça...eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação” (Hab. Esta é a fé que nós necessitamos e que agrada a Deus. A fé que prevalece, que passa por cima de todos os problemas, desgraças e miséria desta vida. Esta é a fé que se encontra com o Deus da nossa salvação numa prova de amor e de confiança naquele que nos amou antes que nós o amássemos a Ele!
O profeta, perante a possibilidade de uma invasão da Palestina pelos caldeus, em vez de se entregar ao desespero, de duvidar do seu Deus, ou até mesmo de o negar, reafirma a sua fé e a sua confiança no Senhor.
Deveríamos sentir vergonha quando dizemos ter fé e logo ao mais pequeno aborrecimento, perante pequenas contrariedades da vida, logo mostramos o nosso desespero, a nossa infidelidade para com o Senhor e a sua igreja que Ele comprou com seu precioso sangue!
A nossa comunhão com Deus tem que ser tão forte e tão real que nos leve a passar por cima de todas as circunstâncias desta vida efêmera e temporal.
Habacuque confiava no Senhor. Ele sabia em quem tinha posto a sua confiança e por isso afirma “O Senhor Deus é a minha força...” (3.19).
É o Senhor quem dirige a nossa vida no meio das provas. Ele é fiel e sempre nos abrirá uma porta para que passemos e escapemos, pois Ele não permitirá que sejamos tentados mais além das nossas forças. O Senhor dos céus e da terra, o nosso Criador e salvador é a nossa Fortaleza, a nossa Rocha de refúgio, o nosso Escudo de proteção. Se Deus é por nós, quem será contra nós?

III. Exultemos e Regozijemo-nos no Senhor
Deus, exatamente porque É Deus, é digno de ser adorado, independentemente das bênçãos que Ele nos conceda. Devemos amá-lo por aquilo que Ele é e não por aquilo que Ele nos dá. Esta adoração e confissão da nossa fé são prova de uma mais elevada espiritualidade.
Exultemos em qualquer circunstância. Louvemos o Senhor em qualquer situação. Mantenhamos firmes a nossa fé e a nossa confiança em Deus mesmo que a situação do momento, isto é, a vida presente, pareça fazer cair o mundo sobre nós.
Deus é a nossa força e Ele nos dará pés como os da cerva e nos fará andar sobre os lugares mais altos (3.19).

Conclusão
Ainda que o inimigo se aproxime de nós; ainda que as árvores não dêem o seu fruto: ainda que o pão não nos chegue à mesa; ainda que a angústia nos oprima; ainda que sejamos privados das bênçãos terrenas normais; ainda que a vida nos seja amarga, tenhamos a mesma fé e a mesma confiança de Habacuque que não se considerava em pobreza extrema, nem abandonado, bem pelo contrário sentia-se feliz por poder continuar a festejar ao Senhor e a gozar com o Deus da sua salvação.
Sejamos homens e mulheres, cristãos que confiamos totalmente no Deus da nossa salvação, porque o justo por sua fé viverá.
Assim, vigiemos sempre, estejamos atentos e saibamos, quer nos bons quer nos maus momentos, manter firme a nossa fé e confiar no Deus da nossa salvação!
Não queiramos nunca ter o mesmo procedimento dos incrédulos e dos infiéis que têm um “Deus” que amam quando tudo vai bem, e um “Deus” que aborrecem sempre que as coisas correm mal e os tempos são difíceis! Este é um “Deus” das conveniências. O nosso Deus é Aquele em quem nos regozijamos e a quem exaltamos a cada momento, em cada dia, em cada vigília do dia ou da noite.

Ad'Silva