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Escravo

 

«Nós nem cremos...», disse o poeta Medeiros e Albuquerque, «...que escravos outrora tenha havido em tão nobre país». Esse é o sentimento que move o coração de Deus. (Pedro Moura – Revista Compromisso – 3º Trimestre de 2000).

 

O diácono Candinho foi membro de uma igreja evangélica em Jacarepaguá durante muitos anos. Convertido em 1927, conheceu pessoalmente e conviveu com o grande missionário judeu Salomão Luiz Ginsburg, de quem contava muitas experiências, inclusive esta: Uma ocasião, no Estado do Rio, o missionário tinha de chegar a determinado lugar de difícil acesso onde estava sendo aguardado. Conseguiu quem o conduzisse, e aproveitou a oportunidade de falar sobre o Evangelho ao guia. Este respondeu: - "Não, missionário. Eu não posso aceitar a sua religião, porque ficarei proibido de beber, fumar, de fazer tantas coisas que gosto de fazer. Os crentes são escravos. Não têm liberdade". O missionário pediu ao guia um maço de cigarros, e ao invés de acender um cigarro, guardou o maço no bolso e prosseguiu viagem sob a admiração do guia, que não ousava dizer nada. As horas foram passando e o missionário continuava de posse dos cigarros. Lá pelas tantas, o companheiro sentindo um desejo irresistível de fumar, não se conteve: - "Como é, o senhor não vai me devolver os cigarros?" - "Não" - respondeu o missionário. O inveterado fumante perdeu a calma e ameaçou tomar do missionário os cigarros, à força, ao que este respondeu: - "Espere, vou devolver-lhe os cigarros; eu só fiz isto para provar-lhe que eu não sou escravo, mas você é escravo. Você está querendo brigar comigo porque não pode passar sem fumar uma hora. Isto é ser escravo". "Não reine portanto o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências." "Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?" (Rm 6.12,16).

 

Adolph Deissman sugeriu que a palavra “cristão” tem o significado de “escravo de Cristo”, como “cesareo”, escravo de César. 3 Soube que há tempos, num lugar desses próximo à fazendas, uma Kombi atropelou uma vaca e o animal morreu no acidente. Nada, entretanto, acontecendo ao motorista e passageiros. Mas foi um transtorno. Agora era necessário localizar o dono daquela vaca. O proprietário tinha que ser encontrado. “É fácil”, alguém sugeriu, “vamos procurar a marca do dono gravada no couro do animal”. Fizeram isso. Mas, meus amigos, aconteceu que a vaca possuía muitas marcas diferentes no couro. Ela havia pertencido à vários donos e agora, quem era o seu dono atual?

 

Um escravo que tinha a confiança de seu dono, viu um dia, no mercado dos escravos, um negro cujo corpo corcovado e pernas cambaleantes, denotavam a sua extrema fraqueza e velhice. O escravo implorou ao patrão que o comprasse. Este mostrou a sua surpresa, mas deu o seu consentimento e o velho mudou de dono, e foi levado para o seu novo domicílio. O escravo levou-o para sua cabana, meteu-o em sua própria cama, repartiu a sua comida com ele, deu-lhe água em sua caneca, levava-o ao sol, levava-o à sombra. Alguém curioso, perguntou: “É teu pai?” Respondeu ele: “Não, senhor”. “É teu irmão?” “Não, senhor”. “Então só pode ser grande amigo teu, com certeza!” “Não, ele é meu inimigo. Há muitos anos ele me roubou da minha aldeia e vendeu-me como escravo. Mas o Senhor Jesus manda-nos amar os nossos inimigos”.

 

Li acerca de uma forma de escravatura entre as formigas na Amazônia que ilustra a difícil situação do homem. Centenas de formigas de uma raça, reúnem-se periodicamente fora do seu ninho para capturar formigas mais fracas das colônias vizinhas. Depois de destruírem as resistentes defensoras dessas colônias, carregam para fora os casulos contendo as larvas das formigas trabalhadoras. Quando estas "crianças capturadas" saem do casulo, elas pensam que fazem parte da família das formigas invasoras e lançam-se nas tarefas para que nasceram. Nunca chegam a compreender que são vitimas do inimigo para fazerem trabalho forçado.

 

"O escravo tem apenas um dono; o ambicioso tem tantos donos quantos sejam os homens úteis à sua fortuna." Jean de La Bruyère, escritor, FRA, 1645-1696.

 

O filósofo grego Epíteto estava certo quando disse: "Nenhum homem é verdadeiramente livre até que se domine". Jesus o expressou nestas palavras: "Aquele que comete pecado é escravo do pecado" (Jo 8.34).

 

Pesquisadores repetidamente têm descoberto que na maioria das igrejas, 10% das pessoas fazem 90% do trabalho. - Joel Comiskey, "Multiplicando a Liderança".

 

Harold Weitsz, pastor do Centro Cristão Little Fall na África do Sul, ecoa esse pensamento quando escreve: "Não falamos mais de "membros de célula", mas de "pessoas em treinamento para se tornarem líderes de célula". (...) Devemos nos comprometer 100% com o sacerdócio de todos os crentes. - Joel Comiskey, "Multiplicando a Liderança".

 

Thomas Edison disse certa vez que um gênio é 99% transpiração e 1% inspiração. Ele provou isso com sua vida. - Joel Comiskey, "Multiplicando a Liderança".

 

Conrad Hilton, o famoso executivo de hotéis, disse: "O sucesso parece estar conectado com a ação. Pessoas de sucesso continuam se movendo. Elas cometem erros, mas não param". - Joel Comiskey, "Multiplicando a Liderança".

 

Você permitiria ao funcionário da portaria de um hospital se oferecer voluntária, rápida e gratuitamente, para substituir o anestesista, que ficou preso no trânsito, em uma cirurgia de risco, em alguém que você estima e quer salvar a vida? Pois bem, vamos falar bem rapidamente sobre voluntariado. Não basta querer. O querer é fundamental e importante. Mas precisa poder ser. Para poder ser... precisa conhecer.

 

No interior de muitos santuários, acima do púlpito, costuma-se ler: "Aqui nós vimos para adorar; daqui saímos para servir". E é isso mesmo. O culto deve levar-nos ao conhecimento da vontade de Deus, quando nos reunimos em adoração, e, depois, à disposição firme de cumpri-la em todas as áreas de nossa vida.

 

Não conheço este Jesus garçom, que me obedece, que se constrange com pressões e acaba fazendo o que quero, o que determino, o que ordeno.

 

Numa das viagens de Dom Pedro II à Europa, a Princesa Isabel tinha assumido a regência do Império e na chefia do Gabinete Conservador encontrava-se João Alfredo. Foi nessa época, mais precisamente no dia 13 de maio de 1888, às 15 horas 1 15 minutos que a Princesa Isabel assinou a lei Áurea, abolindo a escravidão no Brasil. José do Patrocínio, o grande batalhador pela abolição, chorando, disse: "Meu Deus! Não há mais escravos em minha terra!" Por esse ato, Isabel foi aclamada a Redentora.

 

Quando a igreja ora, o reino de Deus e a obra do evangelho avançam, porque "quando trabalhamos, nós trabalhamos; quando oramos Deus trabalha" - Oswald Smith.

 

Contam que certo dia um fósforo disse a uma vela: "Eu tenho a tarefa de acender-te." Assustada, a vela respondeu: "Não, isto não! Se eu for acesa, os meus dias estarão contados. Ninguém vai mais admirar a milha beleza". O fósforo perguntou: "Tu preferes passar a vida inteira, inerte e sozinha, sem ter experimentado a vida?" "Mas queimar dói e consome as minhas forças", sussurrou a vela insegura e apavorada. "É verdade", respondeu o fósforo, "mas este é o segredo da nossa vocação. Nós somos chamados para ser luz! O que eu posso fazer é pouco. Se não te acender, perco o sentido da minha vida. Existo para acender o fogo. Tu és uma vela: tu existes para iluminar os outros, para aquecer. Tudo o que tu ofereceres através da dor, do sofrimento e do teu empenho será transformado em luz; Tu não te acabarás consumindo-te pelos outros. Outros passarão o teu fogo adiante. Só quando tu te recusares, então morrerás!" Querem saber o que aconteceu? Dizem que, em seguida, a vela afinou o seu pavio e disse cheia de alegria: "Eu te peço, acende-me".

 

Três conceitos errôneos da atitude de servir: Servir por servir - significa a justificação dos fins em si mesmos. É apenas ocupar o cargo ou a função. Servir por servir não leva ao desenvolvimento, ao crescimento, à expansão. Servir por ganância - é lutar pelo poder, é lutar pela posse. É conquista de ocupação, é resultado de uma ação política. Não é servir. Servir por status - é expressão de um sentimento de vaidade. É necessidade de projeção de si mesmo ou carência de auto-afirmação.

 

Embora a palavra portuguesa "trabalho" proceda, como entendem alguns, da raiz latina trab, trabis, que significa carga ou trave colocada sobre os escravos para obrigá-los ao serviço, ou, como afirmam outros, de tripalium, em latim, "instrumento de tortura", o conceito de trabalho, à luz da Bíblia e da ética, afigura-se de grande importância.

 

Os mestres palestinos não eram pagos, mas os alunos demonstravam-lhes seu apreço com uma variedade de serviços. Um ditado rabínico antigo dizia o seguinte: "Todo serviço que um escravo faz para seu senhor o discípulo fará para seu professor, menos o desatar as correias das sandálias". João seleciona exatamente esse dever, que os rabinos consideravam humilhante demais para ser realizado pelo discípulo, para descrever sua posição em relação à ostentada pelo Messias que viria.

 

Tem havido gente demais para mandar, pouca para servir. Até o termo servo virou título de nobreza, usado com orgulho: "Sou servo de Deus", ou "Eu sirvo a Deus e não aos homens!"

 

No boletim de uma igreja batista estava escrito: "Ministro da Igreja: todos os membros. Auxiliar dos ministros: o Pastor da Igreja". De fato, os pastores têm a incumbência de treinar e equipar a igreja para ela cumprir seu ministério.

 

Horton cita um episódio de Lutero. Um sapateiro convertido perguntou-lhe o que deveria fazer para servir bem a Deus. Talvez esperasse o conselho de fechar seu negócio e tornar-se pregador do evangelho. Lutero respondeu: "Faça um bom sapato e venda por um preço justo". Ele serviria a Deus sendo um profissional competente e honesto.

 

Uma enfermeira fazia curativos em muitas feridas de um paciente. Alguém, impressionado, disse-lhe: "Nem por um milhão eu faria um trabalho desses". Ela respondeu-lhe: "Eu também não, mas faço tudo por amor a Jesus, como se estivesse cuidando dele. Ele me amou, cuidou da minha dor, das minhas feridas. Estou retribuindo esse amor".

 

George Muller disse que o servo não deve procurar ser rico e honrado neste mundo, onde seu Mestre foi pobre e desprezado.

 

Parece que, certa vez, perguntaram a Hemingway, vendo-o deitado numa rede, se estava descansando. "Não, estou trabalhando", respondeu o escritor norte-americano. Dias depois, ao encontrá-lo cortando a grama do jardim, indagaram se estava trabalhando, e ele: "Não, agora estou descansando".

 

Da Idade Média chegou até nós a deliciosa história de um homem que foi enviado pelo rei a estudar a reação das pessoas ao trabalho. O emissário real parou diante de uma grande construção na França e perguntou a um trabalhador o que ele estava fazendo. Mal-humorado, o homem foi logo atacando: "Por acaso você é cego? Não está vendo a minha dificuldade em cortar estas pedras com ferramentas primitivas, debaixo deste sol infernal? É a coisa mais chata do mundo, mas eu tenho que agradar o chefe". O emissário saiu de fininho e se aproximou de um segundo operário: "O que está fazendo, meu caro?" Este respondeu: "Bem, eu estou moldando estas pedras de modo que se ajustem aos planos do engenheiro. O trabalho é enjoado, monótono, mas eu ganho cinco francos por semana que dão para sustentar mulher e filhos. Sabe como é, podia ser pior!" Um pouco mais animado, o emissário se dirigiu ao terceiro operário: "E você, o que está fazendo?" Olhando para o azul do céu, o operário disse, emprestando à voz alguma emoção: "Meu amigo, vai ser uma linda catedral, e eu estou ajudando a construí-la". Você está apenas quebrando pedra ou ajudando a embelezar o mundo com o seu trabalho?

 

Sêneca, o filósofo romano estóico declarou: “Mostrai-me alguém que não seja um escravo. Um é escravo da concupiscência, outro da avareza, um terceiro da ambição, e todos são igualmente escravos do temor”. E Goethe dizia: “Ninguém é mais escravo do que aquele que pensa ser livre, sem que, de fato, o seja”. Browing referiu-se a malignidade do pecado que “...vai paulatinamente retornando a uma alma meio salva”. 25-01-2008

 

Uma vez uma jovem crente conversava com um colega incrédulo. E ele dizia que achava o crente muito preso, não podia fumar, nem beber bebida alcoólica, nem ir a festas dançantes. E a jovem respondeu que podia ir, sim, mas que por ser serva de Cristo não tinha prazer nessas coisas, nem tempo disponível. "Quem é mais escravo," perguntou ela. "Bem, sou eu", disse ele encabulado. "Porque você pode, e escolhe não fazer; e eu, não posso deixar de fazer essas coisas. Estou preso a elas". 27-03-2008

 

Dois jovens morávios tinham ouvido falar de uma ilha das Índias Ocidentais onde um latifundiário, um inglês ateu, possuía entre dois e três mil escravos. E esse homem dissera: "Nessa ilha não pode entrar nenhum pregador ou sacerdote. Se algum deles chegar aqui, por naufrágio, que fique numa casa separada até que possa sair daqui. Mas não pode falar a nenhum de nós a respeito de Deus. Não quero nunca mais saber dessas tolices." Imaginem, três mil escravos trazidos das selvas africanas para uma ilha do Atlântico, para ali viverem e morrerem, sem nunca ouvirem falar de Cristo! Os dois jovens morávios ouviram falar sobre isso. Então, eles se venderam àquele inglês e usaram o dinheiro (o mesmo valor que ele pagaria por qualquer outro escravo) para comprar a passagem e viajarem até à ilha. O inglês não oferecia sequer a condução. Quando o navio estava para zarpar do porto de Hamburgo e adentrar o Mar do Norte, alguns morávios foram ao porto para despedir-se dos rapazes. Ambos tinham pouco mais de vinte anos de idade e nunca mais voltariam, visto que não estavam embarcando para um trabalho regular de quatro anos. Os rapazes haviam se vendido como escravos por toda a vida, para que, na condição de escravos, testemunhassem sobre Cristo aos outros escravos. Os familiares dos rapazes choravam, pois sabiam que nunca mais os veriam. Alguns crentes morávios tinham dúvidas a respeito daquela atitude dos rapazes, considerando-a insensata. E, quando o navio se afastava, e os jovens perceberam a distância que os separava, aumentando cada vez mais, um deles, passando o braço pelo do seu companheiro, ergueu a outra mão e gritou-Ihes: "Que o Cordeiro receba a recompensa de seus sofrimentos." Essas foram as últimas palavras que ouviram deles. E tais palavras se tornaram o cerne e o lema das missões morávias. - Fé Para Hoje Nº 10/2001. 6.5.2008

 

O livro de Lew Wallace, Ben-Hur, conta a história de um aristocrata judeu atraiçoado pelo seu melhor amigo e é condenado a servir como escravo numa galera da Marinha Romana. Numa marcha forçada para o navio, Judah Ben-Hur conhece Jesus de Nazaré, cuja compaixão o enche de esperança. Mais tarde, Ben-Hur salva o Comandante Romano numa batalha. Como gratidão, o Comandante adopta Ben-Hur como filho, passando-o instantaneamente de escravo a herdeiro. É isso que nos acontece quando Deus nos adopta na Sua família. Mas grande privilégio acarreta consigo grande responsabilidade. Paulo disse que nós nos tornamos "herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com Ele padecemos" (Rm. 8:17). O Evangelho não diz: "Vem a Jesus e vive alegremente para sempre." O plano de Deus para a educação dos Seus filhos inclui treino por meio de dificuldades. Os anos que Ben-Hur suportou as tribulações como escravo Romano fortaleceram-no e aumentaram a sua resistência. Finalmente ele derrotou o seu "amigo-tornado-inimigo" numa corrida de carros de combate. Como a resistência e o treino foram fundamentais para a vitória de Ben-Hur, assim também são vitais para a vitória na guerra do cristão contra o pecado e o mal. Os tempos difíceis que suportamos são o modo de Deus nos preparar para um maior serviço para a Sua glória. - C. P. Hia 26-08-2008

 

O cordeiro estava desesperado. Um lobo enorme o estava perseguindo e aos poucos se aproximava dele. Avistando um templo, o cordeiro pensou rápido e tomou a decisão de infiltrar-se por uma passagem estreita na parede. O lobo, com um sorriso maligno, disse ao cordeiro: "Você não escapará. O sacerdote o matará se o pegar aí dentro". O cordeiro refletiu por alguns momentos e logo a seguir respondeu: "Eu vou ficar aqui. É melhor ser sacrificado para Deus do que ser devorado por você". Satanás devora a todos que são seus escravos. Deus liberta a todos que estão sob Seus cuidados. O que escolheremos? O mundo oferece muitos prazeres. Todos eles aparecem embrulhados em encantadores papéis coloridos. À primeira vista são irresistíveis. Aventuras, desafios excitantes, satisfação plena, um convite a uma pretensa liberdade. Os incautos enveredam por suas avenidas, embrenham-se por suas vielas, espremem-se por seus guetos, chocam-se nas paredes de becos sem saída. Desejam a liberdade. Mas onde está a liberdade? Era apenas uma névoa enganadora. Procuram e não a encontram. Tentam voltar e não lembram o caminho. A liberdade era, na realidade, uma porta para a escravidão, para o pecado, para a perdição, para um calabouço longe de Deus. 28.1.2009

 

"A educação torna a pessoa fácil de ser liderada, mas difícil de ser conduzida, fácil de se governar mas impossível de escravizar". Henry Peter Broughman16.6.2009