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Disfarce

 

Às vezes o disfarce acontece quando você vai ao supermercado e passa várias vezes para pegar a torradinha de amostra grátis.

 

A palavra "sinceridade" tem uma origem bem interessante. Ser "sincero" significa "estar sem máscara". Em tempos passados, fabricavam-se máscara de cera, como as usadas nos grandes festejos dos reis de outrora, nos bailes à fantasia, ou em eventos do mesmo tipo. A diversão, nessas ocasiões, consistia em tentar reconhecer o mascarado, sem que esse tirasse a máscara. Então, quando se faziam acordos comerciais, perguntavam-se um ao outro: "Você é sincero?" Com isso queriam dizer: "Você está me escondendo algo atrás dessa máscara? Tirou a máscara de cera e está permitindo-me vê-lo claramente?" Com essa pergunta, desejava-se saber se a pessoa com quem lidavam estava sendo "sincera", ou seja, sem máscara. (Marcos Witt em, "Adoremos" pg 76).

 

Em muitas organizações, uma mudança é exatamente como pôr batom num buldogue. Existe uma tremenda quantidade de esforço envolvido, e na maior parte das vezes tudo o que se adquire são alguns retoques - e um buldogue zangado." Assim escreve Dave Murphy no Semanário de São Francisco. Uma mudança real, quer seja num negócio, na igreja, na família, ou em nós mesmos, pode ser difícil e esquiva. Enquanto almejamos por uma transformação profunda e duradoura, freqüentemente apenas adquirimos uma máscara temporária que nada resolve e a ninguém satisfaz. A palavra arrependimento é usada na Bíblia para descrever o começo de uma mudança espiritual genuína. O estudante de línguas W. E. Vine diz que o arrepender-se significa " mudança na mente ou no propósito de alguém." No Novo Testamento arrependimento sempre envolve uma mudança para melhor quando uma pessoa se afasta do pecado e se dirige em direção a Deus. Jesus começou o Seu ministério público com o apelo: "Arrependei-vos porque é chegado o reino de Deus" (Mateus 4:17). Quando nos sentimos arrependidos por ter feito mal ou por termos sido apanhados, pode não ser mais do que um cosmético espiritual. Mas o verdadeiro arrependimento acontece no mais íntimo dos nossos corações e resulta numa mudança visível em nossas ações. Quando nos voltamos para Cristo e nos rendemos a Ele, Ele produz uma mudança real - não apenas uma máscara.

 

Como dizia Mario Quintana, nosso poeta gaúcho: disfarçou-se o burro de leão, mas logo descobriram o embuste porque esqueceu as orelhas de fora.

 

Conta-se que quando a rainha Vitória passava o verão no castelo de Balmoral, costumava, disfarçada para não ser reconhecida, fazer longas caminhadas pelas propriedades rurais das redondezas. Em uma de suas caminhadas ela pediu a um criado que a acompanhasse à distância. Numa determinada estrada ela deparou-se com um rebanho de ovelhas conduzido por um camponês, o qual, preocupado com uma possível debandada dos animais, gritou nervoso: “Saia da estrada, velha estúpida!”. A rainha sorriu, e, sem nada dizer, escondeu-se à beira da estrada. Quando o seu criado chegou perto do irritado condutor das ovelhas, informou-lhe que aquela senhora era a rainha da Inglaterra. E o moço ficou constrangido, mas replicou: “Por que ela não se veste como uma rainha?” (Walter Baxendale, citado por Moysés Marinho de Oliveira em “Manancial de Ilustrações” – JUERP). Essa história serve para lembrar aos crentes de quem eles são e como devem se apresentar perante o mundo. À rainha Vitória não era reprovável fazer alguns passeios disfarçada de camponesa. Mas a um crente, apresentar-se (agir) como um incrédulo sempre será reprovável.17.6.2009