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Ceia

 

Jesus não determinou quantas vezes a Ceia deve ser celebrada. Ele disse: “Todas as vezes”. Na Índia e em certas regiões da África, a Ceia do Senhor é celebrada dominicalmente. Algumas igrejas a celebram mensalmente. Outras bimestralmente, e alternadamente, pela manhã e à noite. Creio que o Dr. Taylor tem razão quando aconselha que a celebração da Ceia deve ser um ato suficientemente raro para não se tornar banal, e suficientemente comum para dar sua mensagem, suas verdades, e ideais.

 

Certo dia um bêbado entrou numa Igreja evangélica em pleno momento de comunhão. Observou, observou e... saiu correndo para o bar. Ao chegar no balcão ele logo pede: "Me dê um pouco de vinho daquele dos crentes!" "Ora, mas por que?" "...porque basta um gole e todos abaixam a cabeça!"

 

Expressão-chave na ceia do Senhor é "dar graças". O escritor evangélico Joaquim Jeremias, no livro "Isto É O Meu Corpo", descreve esse momento da seguinte maneira: "Quando a família se reunia para a refeição, o pai tomava o pão, levantava-o de modo que todos o pudessem ver e, em nome de todos os presentes, pronunciava sobre ele uma doxologia: (Louvor a vós, Senhor nosso Deus, rei do mundo, que fazeis nascer o pão da terra"). Os presentes faziam essa oração com um amém. O pai partia o pão em pedacinhos e distribuía com os participantes. Comiam e então ele ou um convidado falava: "Louvemos Iavé, nosso Deus, ao qual pertence tudo o que acabamos de comer!" O pai então levantava o cálice da bênção, olhava para ele e recitava outra oração (...). Todos respondiam com um amém e bebiam do cálice que era passado". - Revista Compromisso, 2ºTrim-1992.

 

Um dos elementos da Ceia do Senhor é o pão. O povo de Deus sempre soube que o pão é um dom de Deus, e por isso significa fonte de força energia. Quando falta o pão (Am 4.6) falta tudo. Pão também é símbolo da unidade. A palavra companheiro vem do latim (cum + panis = aquele que come pão com). 

 

A mesa e a refeição, na tradição bíblica e cultural do Oriente Médio, são fundamentais no estabelecimento de um acordo, pacto ou aliança. Jesus se assenta à mesa como um pai de família cercado de seus familiares. Essa família, constituída por Jesus, vem substituir as famílias que Jesus e seus discípulos deixaram (Mc 10.29). A esses seguidores Jesus se refere como seus familiares (Mt 10.25). As senhoras são sua mãe e os homens e os jovens seus irmãos e irmãs (Mc 3.24). Ao mesmo tempo Jesus se refere a todos como suas crianças (Mt 11.25). Essa é a nova família de Deus.

 

O culto com a celebração da Ceia do Senhor não é o enterro de Cristo mais uma vez. É uma celebração alegre!

 

No ano de 1545, o Papa Paulo III convocou um Concílio, cujas primeiras reuniões foram realizadas na cidade de Trento, na Itália. Ao final de longos anos de trabalho, terminados em 1563, o Concílio apresentou um conjunto de decisões destinadas a garantir a unidade da fé católica e a disciplina eclesiástica. O Concílio de Trento reafirmou diversos pontos da doutrina católica, como, por exemplo: a Igreja reafirmou que no ato de eucaristia ocorria a presença real de Jesus no pão e no vinho. Essa presença real de Cristo era rejeitada pelos protestantes. - Fonte: www.terravista.pt/Bilene/5495/reformacreforma.htm

 

Fazemos uso do cálice na Ceia do Senhor. Mas entenda o cálice: trata-se do recipiente do vinho e não de uma ordem para se ficar calado, quieto!! 8.1.2008

 

James B. Finley, um dos pregadores pioneiros do Oeste dos Estados Unidos, conta a respeito de um culto religioso em que o bispo William Mc­Kendree administrou a santa ceia numa reunião de acampamento. Durante o ato, o bispo notou uma mulher jovem chorando. Ele percebeu que ela estava em agonia. Chegou-se a ela e lhe disse: - Filha, vem ajoelha-te. ao pé da cruz, e acharás misericórdia. Ela replicou: - Pensa o senhor que uma vil pecadora como eu iria aventurar-se a se aproximar da mesa da ceia e tomar com mãos impuras os emblemas do amor sacrificial do Salvador? - Sim, minha filha, foi exatamente para pecadores como tu, que o bendi­to Jesus morreu. Enquanto se retorcia em agonia, ele demonstrou sua dispo­sição e seu poder para salvar, prometendo ao ladrão arrependido que ele es­taria no seu reino. - Então, irei a Jesus - respondeu ela. Ajoelhou-se à mesa de comunhão, enquanto o bispo, com lágrimas nos olhos, possuído de gozo e emoção, serviu-lhe os elementos da santa ceia. Quando se levantou, o seu rosto resplandecia com a alegria de ter achado uma nova fé. Edgar H. Nease (Carolina do Norte, E.U.A.). 11.2.2008

 

Um missionário estava administrando a ceia do Senhor, numa capela, na Índia. Entre os cristãos ajoelhados perante o altar, estavam um ex-brâmane e outra pessoa que tinha sido um pária na índia. O primeiro pertencera à mais alta casta social e o segundo, tão inferior era na escala social, que nem casta possuía. O missionário entregou o cálice a ambos. Aos olhos de Deus as dife­renças de raça, de nacionalidade ou de classe social nada valem. Na igreja cristã todos somos um em Cristo. Ainda não chegamos a ter um só redil, no entanto temos um só pastor. Nossa tarefa não é empenhar-nos para criar a unidade cristã, mas sim reco­nhecê-la, aceitar Cristo e ser dirigidos na mente e no coração por seu amor. A unidade deriva de nossa fé em um só Senhor e Salvador. Os cristãos, por todo o mundo, combatem o bom combate da fé por amor de Cristo. Em memória dEle, os cristãos se congregam hoje em todo o mundo para participar da ceia do Senhor. Maldwin L. Edwards (Inglaterra). 18.2.2008

 

O comentário da Bíblia de Criswell dá este esquema do significado da ceia do Senhor: Em resumo, a ceia do Senhor foi instituída para simbolizar e comunicar seis importantes verdades: 1) um memorial para lembrar-nos a verdade central do cristianismo - a morte substitutiva de Cristo (w. 24 e 25); 2) a comunhão da igreja, o corpo de Cristo (v. 18); 3) um culto em que o crente examina seu andar com Cristo (v. 28); 4) um culto de gratidão pela salvação (v. 24); 5) um testemunho da morte de Cristo (v. 26); e 6) um culto de esperança (v.26). 17.3.2008

 

A celebração da ceia do Senhor. Essa cerimônia cristã era geralmente precedida de um encontro em que as pessoas tomavam uma refeição, cada crente trazendo o seu alimento. Era o ágape. A idéia era de um encontro dos crentes, para comunhão e confraternização. Ágape é palavra grega para amor.  Palavra e Vida 1T2005. 17.3.2008

 

De 1555 a 1558, a rainha Maria, a católica que reinou na Inglaterra, queimou na fogueira 288 , reformadores protestantes - homens como John Rogers, John Hooper, Rowland Taylor, Robert Ferrar, Jolm Bradford, Nicholas Ridley, Hugh Latimer e Thomas Cranmer. E por que eles foram queimados? Porque permaneceram firmes em favor de uma verdade - a verdade de que a presença real do corpo de Jesus não está na eucaristia, e sim no céu, à direita do Pai. Por essa verdade, eles suportaram o agonizante sofrimento de serem queimados vivos. 17.3.2008

 

Há pouco soube de uma história no mínimo intrigante: Um colega de ministério foi convidado para pregar numa proeminente igreja. Ao chegar ao local do culto, foi convidado por um dos pastores a conhecer a mais nova aquisição do povo de Deus: uma padaria completa! Ele olhou aquilo e pensou com seus botões: Que legal! Esses irmãos montaram uma padaria para saciar a fome das pessoas! No entanto, o que ele não podia imaginar era que o real motivo de se montar à padaria era outro. Na ocasião o pastor anfitrião falou todo orgulhoso: "Agora até a nossa ceia é sem contaminação dos ímpios! Nós produzimos os pães que são distribuídos na ceia! Não tem mão de ímpios na produção do pão!” O pastor ouvindo isso disse: “Vocês gastaram dinheiro montando uma padaria por este motivo”? Não é para abrandar a fome dos famintos? Não é para tentar mudar o futuro de tantos jovens que precisam de uma profissão? Não daria para fazer desta padaria uma oficina de padeiros? ...me assusta o fato em perceber que parte da Igreja de Cristo continua tratando a vida de forma dualista. Ora, aquela igreja considerava os pães confeccionados por padeiros não cristãos como profanos. No entanto, segundo a sua visão, se um crente confeccionasse os pães, estes seriam santos. Ora, é exatamente isso que alguns tem feito com a música, se os autores forem crentes, Deus está no negócio, caso contrário, o cramulhão é o culpado. Para eles era muito mais importante confeccionar “pães santos” do que alimentar os famintos que vivem a seu redor. Pois é cara pálida, dias complicados os nossos! Como bem afirmou o André Reverbério é muito mais fácil colocar a culpa no cão! Pense nisso! Renato Vargens15.8.2009