Outros Sermões Atos

QUANDO A IGREJA ORA TUDO PODE ACONTECER
Atos 1:14; 2:1-7

Introdução
O que pode acontecer quando a Igreja não ora? Ela se torna parecida com um salão de festas, onde as pessoas querem apenas se encontrar. Uma Igreja que não ora vive na dependência de festas, movimentos e eventos. Em uma Igreja que não ora os crentes são adeptos de São Domingos, pois só estão na Igreja aos domingos.

Quando a Igreja ora tudo pode acontecer. Em Atos 12: 5-7, a Palavra diz que Pedro estava na Prisão e a Igreja orava. Então algo aconteceu. Um anjo libertou Pedro. Suas algemas caíram. Há muitos crentes e até Igrejas com algemas e amarras colocadas pelo Diabo. Através de nossas orações as amarras serão destruídas.

Quando Neemias soube que Jerusalém havia sido destruída, ele orou e jejuou pelo seu povo. Sua oração fez as portas se abrirem, fez o Rei lhe estender a mão, e Jerusalém ser restaurada.

Lutero orou pela Igreja, e veio um grande avivamento na Europa e no mundo.

Há algo que pode acontecer quando nós orarmos. Um grande Avivamento. Foi isto que aconteceu na Igreja Primitiva. Estamos precisando de um Avivamento na vida dos crentes em nossas Igrejas. Só um avivamento mudará a rotina de Igrejas, de crentes, de líderes.

VAMOS EXAMINAR O QUE ACONTECEU QUANDO A IGREJA PRIMITIVA RESOLVEU ORAR

Quando a Igreja ora, um grande avivamento começa no céu
O primeiro fato importante que podemos identificar quanto ao derramamento do Espírito em Pentecoste é que de não foi produzido pelo homem. Nas palavras de Lucas, "...de repente, veio do céu..." v.2. É importante que o avivamento comece no céu, pois muitos tem tentado gerar um avivamento que começa na terra.

Quando Elias Orou perante os 400 profetas de Baal e a multidão, a resposta veio do céu.

Muitas pessoas buscam um avivamento estranho à Palavra, sem oração.
Avivamento não é um movimento que vem e vai, não é algo que aquece as emoções das pessoas e depois desaparece. Avivamento vem do céu, quando nós resolvermos orar.

Em geral os crentes pensam que se certos métodos ou estratégias forem aplicados, então virá o avivamento. Uns pensam que precisamos orar mais alto; outros que devemos chamar certos preletores para a Igreja; outros que devemos iniciar um culto de libertação, ou fazer a reunião de oração de um outro jeito; há os que crêem que se tivermos certos dons espirituais, a Igreja será avivada, e os que pensam que uma série de estudos sobre avivamento é a chave correta!

Por causa dessa visão errada, as pessoas são muitas vezes tentadas a produzir um avivamento. Se virem uma igreja entusiasmada e com cultos de libertação dirão apressadamente: "essa igreja é avivada". Se virem numa Igreja pessoas com dons especiais, e líderes carismáticos, e muitas decisões no apelo, tem certeza que acharam uma Igreja avivada. E então, erradamente, raciocinam que basta copiar os métodos daquelas Igrejas, e teremos um avivamento! "Precisamos de cultos de libertação!" ou "Precisamos mudar de liderança", ou então "Precisamos fazer cultos evangelísticos", ou "Precisamos fazer apelo no final do culto e impor as mãos sobre as pessoas".
É o que vemos muitas vezes acontecendo por aí. De tempos em tempos surge um novo método e as Igrejas se agarram neles.

Irmãos, se queremos um genuíno avivamento, temos de esperá-lo vir dos céus.
Não temos que produzi-lo! Não adianta imitar avivamentos de segunda classe.
Temos de ter fé e perseverança para buscar a Deus e crer que ele descerá dos céus.

"Mas Pr., do jeito que você fala não podemos fazer nada!" Não é verdade! Podemos sim. Podemos interceder, podemos nos arrepender de nossos pecados, podemos ter vida de oração, podemos ser fiéis na obra de Deus, podemos parar de acusar os líderes e tirar a trave que está nos nossos olhos, podemos amar e servir nossos irmãos ao invés de só limpar os bancos com o traseiro, e podemos nos humilhar até o pó diante da soberania absoluta de Deus na questão do avivamento, pois diz a palavra: "Deus resiste aos soberbos, porém dá graça aos humildes".

Quando a Igreja ora, há uma experiência coletiva
O segundo fato, muito importante, e relacionado ao primeiro, é que o avivamento Bíblico é uma experiência com Deus. A palavra diz, "As línguas pousaram sobre cada um deles", "Todos ficaram cheios do Espírito". V.4

Esse é o problema com os avivamentos que encontramos por aí. Os crentes não estão buscando uma experiência pessoal e profunda com o próprio Deus. Não, eles querem ver coisas. Querem ver estudos Bíblicos excelentes; querem ver milagres; querem ver um grupo de louvor ungido; querem ver um pregador que pula, grita e levita diante o púlpito. E assim as Igrejas se parecem com campos de futebol. As pessoas não vão para jogar, vão para ver.

Ver é diferente de experimentar. Não estamos no avivamento se podemos ver milagres. Judas viu milagres. Estamos num avivamento se estamos sendo cheios do Espírito Santo! Estamos num avivamento se temos nos encontrado com o próprio Deus vivo, se experimentamos uma relação viva e atual com ele.

É por isso que muitos "avivamentos" por aí são questionáveis. Multidões são muitas vezes mobilizadas. Até acontecem milagres. Mas eu pergunto: as pessoas estão sendo levadas a Deus, e realmente sendo cheias do Espírito?

As pessoas estão entrando num relacionamento vivo e pessoal com o Pai? As pessoas estão sendo controladas pelo Espírito? Se não, então não temos avivamento. Temos um movimento religioso. Pode ser um importante esforço evangelístico, mas não é um derramamento do Espírito! Não adianta simplesmente imitar essas coisas. Se quisermos um avivamento genuíno, devemos esperá-lo vir diretamente dos céus!

A Palavra diz em Atos 1:8: "...mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

Quando a Igreja ora, os dons aparecem
A terceira característica da oração avivadora é a experiência carismática, ou seja, a manifestação de dons espirituais. Como se pode verificar nos Vs. 3 e 4, no momento do derramamento do Espírito, ocorreu uma distribuição de graça. Sobre cada um repousou uma língua de fogo, e depois eles foram capacitados a falar em línguas.

No antigo testamento, a capacitação para a obra de Deus, e a concessão de dons espirituais se limitava a alguns homens escolhidos, profetas, reis, sacerdotes e juizes. O povo em geral não experimentava o derramamento do Espírito. Mas a promessa de Deus, para a nova aliança, é que o Espírito seria dispensado a todos, e os dons espirituais também. O modelo de poucos líderes com dons espirituais e uma massa de espectadores é da velha aliança.
O que Joel diz da nova aliança em Atos 2:17-18, é que todos devem Ter dons.
É o que Paulo nos ensina em 1 Co 12:7-11 e 14:26. Os dons estão distribuídos entre todos, e não para algumas estrelas. A distribuição livre de dons, e a manifestação do Espírito é um sinal de avivamento genuíno.

Estamos cansados de ver crentes em Igrejas sem dons, nos bancos apenas ouvindo e recebendo. Chegou a hora de mudar. É momento de orarmos pelo ressurgimento de dons.

Quando a Igreja ora, surge o ardor missionário
Quando a Igreja orou veio o reavivamento do amor pelas vidas perdidas. Em atos 2:41, quase 3000 almas se convertem ao ouvirem Pedro falar de forma ardente de Jesus. Temos visto pastores lutarem para que suas Igrejas cresçam com almas sendo salvas. E parece que suas vozes ecoam para as paredes. Se começarmos a orar por um avivamento, Deus gerará um amor tremendo em nossas vidas pelas almas sem Jesus, e por nossos familiares sem Cristo.

CONCLUSÃO
Diante de tudo que foi dito o que fazer? Primeiro, a Igreja precisa decidir orar com fervor, pagar um preço. Ezequiel 22:30: "Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei.

Pr. Josias Moura de Menezes