O Rei dos reis
Apocalipse 1:5
O Senhor Jesus é chamado de “o Príncipe dos reis da terra” (Apocalipse 1:5). Que
implicações isso tem?
Archôn (Príncipe) literalmente significa dominador (governante), possuidor,
líder. Esta frase nos informa que há autoridades civis e políticas, de fato
ordenadas por Deus, que existem por causa de seu próprio governante, Jesus
Cristo; e essas governam em seu nome, embora possam desconhecer ou não
reconhecer esse fato. Cristo exerce seu domínio no Reino da Graça (sobre seus
voluntários súditos, a igreja) e no Reino do poder (sobre os descrentes e os
demônios). Todas as coisas e pessoas estão sujeitas a ele, e seu domínio como
Mediador continuará até que o último inimigo, a morte, seja derrotada no último
dia.
Muitos usurpadores ocupariam o trono de Cristo em nossos corações se ele tivesse
permitido. Eis alguns:
1- Auto-adoração
2- Desobediência à Lei
3- Falta de referência para com as Escrituras
4- Falsas doutrinas
5- Cegueira a respeito da justiça e do amor de Deus
6- Forma de piedade (santidade) sem seu poder
Uma forma de santidade que está simplesmente “indo com a maré”, observando
apresentações e rituais religiosos, que podem impressionar, mas que não
santificam de forma alguma (antes afaga a carne).
O poder da santidade está na poderosa obra do Espírito de Deus, que revela
Cristo ao crente e o motiva a amá-lo e viver para ele.
Como Rei dos eleitos de Deus, Cristo detém e vence os seus e os nossos inimigos.
a. O inimigo está furioso, pois sabe que seu tempo é curto. Se não fosse pelo
poder restringente de Cristo, o testemunho que foi dado a respeito dele e sua
ressurreição teriam sido apagados. Em seu domínio providencial, Cristo não
permitirá que os adversários venham tragar seu povo. Eles podem ser perseguidos
e martirizados, mas tudo de acordo com seu sábio propósito.
b. Cristo vencerá o pecado pela obra gradual do Espírito Santo em nossos
corações, transformando todas as demais coisas à sua imagem e sendo renovados no
espírito de nossas mentes.
c. A morte será destruída no último dia quando Cristo chamará todos os que estão
na sepultura; alguns ressurgirão para condenação, outros para a vida eterna.
d. Sendo o próprio coração pecaminoso o pior inimigo do crente, Cristo coloca um
doce (suave) julgo sobre ele, a lei do amor, e o estimula à obediência. Ele nos
guarda pelo seu poder através da fé.
Cristo, como nosso Rei:
a. Cristo nos domina:
Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu
dons aos homens (Efésios 4:8).
Destruindo os conselhos e toda altivez que se levante contra o conhecimento de
Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo (2 Coríntios
10:5).
b. Cristo nos governa:
E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as
coisas, o deu à igreja (Efésios 1:22).
Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça,
Cristo (Efésios 4:15).
c. Cristo nos defende :
Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu,
porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te
converteres, fortalece os teus irmãos (Lucas 22:31-32).
Então, lhes disse Jesus: Já vos declarei que sou eu; se é a mim, pois, que
buscais, deixai ir estes; para se cumprir a palavra que dissera: Não perdi
nenhum dos que me deste. (João 18:8-9)
Paul Mizzi, Traduzido por: Marcus Vinicius Cardoso - Cristianismo Pleno