É TEMPO DE ACORDAR
2 Crônicas 7.14
"Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e
se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os
seus pecados e sararei a sua terra” (II Crônicas 7.14).
Esse texto sempre esteve na lembrança dos israelitas pós-monarquia. Sempre que
eles passavam por dificuldades, se lembravam dessa maravilhosa verdade. Foi
assim, por exemplo, nos tempos de Ezequias, de Josias e de Neemias. Assim, ao
perceberem a ausência de chuvas, a seca nos campos, a corrupção nas cidades e a
opressão dos mais ricos, esses homens de Deus voltaram seus corações para buscar
ao Senhor e clamaram a Deus pelo cumprimento de Sua promessa.
Nenhuma dessas pessoas se frustrou. Foi exatamente nos tempos de Ezequias,
Josias e Neemias que Israel vivenciou os seus maiores avivamentos. Durante o
reinado de Ezequias o Templo foi reaberto e o seu serviço reorganizado, a
Assíria foi derrotada e Jerusalém teve grande prosperidade. Nos tempos de
Josias, o avivamento trouxe as pessoas desviadas de volta para os caminhos de
Deus, e os israelitas se reuniram em Jerusalém para celebrar a Páscoa – contam
os registros que “(...) nunca se celebrara em Israel uma páscoa semelhante a
essa, desde os dias do profeta Samuel (II Cr 35.18), tal foi a festa realizada
para a glória do Senhor. Quando Neemias chegou em Jerusalém, a cidade estava
completamente destruída. Mas Deus derramou um avivamento tão impressionante que,
em pouco tempo, as pessoas se voltaram para Deus e reconstruíram a cidade. Deus
respondeu com vida, prosperidade, alegria, força e poderoso avivamento o clamor
dos seus servos. A história do povo de Israel foi mudada porque algumas pessoas
decidiram colocar em prática o texto de II Crônicas 7.14.
O mesmo encorajamento que essa palavra trouxe para os homens do passado, ela
deve trazer para as pessoas do presente. Deus não aboliu a Sua palavra, e Sua
promessa jamais deixou de ser verdadeira. O que Deus proclamou ao povo de Israel
há milhares de anos continua valendo para o atual Israel de Deus: a Igreja
resgatada pelo sangue do Senhor Jesus. A Igreja recebeu de Deus a
responsabilidade de mudar a história das sociedades. O mundo não será
verdadeiramente transformado através de políticas internacionais; os países não
serão de fato mudados pelo desenvolvimento tecnológico e crescimento na
educação; as sociedades não se tornarão melhores se adotarem uma política de
desenvolvimento planejado; as pessoas não serão mais prósperas se ganharem
melhores salários. As mudanças não dependem daquilo que os homens podem fazer; o
mundo só mudará de verdade quando a Igreja se valer da autoridade que lhe foi
dada por Deus. Somente a Igreja pode mudar a realidade das sociedades, porque
Deus deu esse poder tão somente a ela. Ele mesmo afirmou: “Se o meu povo".
Hoje nós podemos ver a triste situação do Brasil e do mundo. Temos ouvido falar
acerca da pobreza crescente, da exploração aviltante, das desigualdades sociais,
das mortes encomendadas, das guerras sanguinárias, das catástrofes ecológicas e
da miséria no mundo. O ser humano está cada vez mais corrompido e menos
compassivo. Parece que, a cada dia, os reflexos da glória de Deus no homem têm
se tornado menos perceptíveis: ele está menos parecido com Deus. A sociedade
está, instante após instante, mais deformada. Muitos projetos, propostas de
melhoras e planos de emergência têm sido apresentados, mas nenhum sinal de
restauração – isso, porque apenas a Igreja pode trazer restauração ao mundo.
Existe um clamor! Até mesmo “(...) a natureza criada aguarda com ardente
expectativa a revelação dos filhos de Deus” (Rm 8.19). Os olhos de todo o
universo estão colocados na Igreja, e o mundo aguarda uma solução. A Igreja
precisa ocupar a posição que o próprio Deus lhe deu. É tempo da Igreja se
humilhar, orar, buscar a face de Deus e se converter dos maus caminhos. É tempo
de cada membro da Igreja se vestir de pano de saco e cinza, rasgar o seu coração
e apregoar um santo jejum em favor de cada nação. É tempo da Igreja brasileira
acordar do seu mórbido sono, deixar de lado as desavenças, arrepender-se da sua
inatividade e suplicar a graça de Deus com orações e jejuns. É tempo de acordar!