EU QUERO SER UM VASO NOVO
2 Coríntios 4.6-13
Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder
seja de Deus e não de vós. Em tudo somos atribulados, porém não angustiados;
perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos,
porém não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também
a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre
entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se
manifeste em nossa carne mortal. De modo que, em nós, opera a morte, mas, em
vós, a vida. Tendo, porém, o mesmo espírito da fé, como está escrito: Eu cri,
por isso falei. Também nós cremos, por isso, também falamos” (II Coríntios 4:
6-13).
Nessa passagem, Paulo nos compara com um vaso de barro. Ora, um vaso de barro é
um objeto frágil, barato e fácil de ser achado. O apóstolo também se refere ao
nosso corpo como o lugar da presença de Deus, então ele precisa ser resistente.
Acontece que muitos de nós não estamos preparados para essa resistência e
permanecemos como um vaso trincado.
A bíblia fala de Maria, que tinha um vaso com um perfume precioso. Quando Jesus
chega em sua casa, Maria quebra o vaso e lava os pés dEle com o perfume.. Esse
vaso está muito relacionado conosco. Para Deus somos preciosos pelo que temos
dentro de nós, na nossa alma e no nosso espírito.
A massagem de Paulo refere-se à delicadeza desse vaso, e tal qual, somos
frágeis. No entanto, a bíblia afirma que Deus é o oleiro. Assim, cada vez que o
nosso vaso é trincado, o Senhor termina de nos quebrar e depois nos restaura
completamente. Mas isso só acontece quando queremos.
Paulo reconhece que nesse mundo somos atribulados, porém jamais angustiados. A
pessoa que reconhece ser um vaso de barro vive exatamente nessa situação. Pois a
certeza de que Deus é o oleiro lhe dá forças para se reestruturar e com isso não
se angustiar.
Ele também afirma que, às vezes, ficamos perplexos, mas não desanimados. Ou
seja, aquela pessoa na qual confiamos tanto pode até nos decepcionar, mas não
devemos ficar desanimados. Também somos perseguidos por fazermos o bem, porém
não somos desamparados. Podemos estar abatidos, mas não destruídos.
O inimigo muitas vezes incute em nosso pensamento a idéia de que a família está
destruída, que a nossa vida não tem mais jeito. Contudo, devemos levantar a
cabeça, renunciar a essas mentiras e nos apoiar no que o apóstolo Paulo diz em
seguida:
“Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se
corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia e em dia. Porque a
nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima
de toda comparação, não atentando nós nas coisas que vêem, mas nas que se não
vêem; porque as que se vêm são temporais. E as que não vêm são eternas”. (II
Coríntios 4:16-18).
Lembrem-se sempre de uma coisa: o vaso pode ficar sujo por fora, mas o que está
dentro dele se renova a cada dia. Não olhem e nem dêem ouvidos ao que as pessoas
falam de errado ou comentam a seu respeito. Antes, firme-se no que Deus tem para
suas vidas. Faça como Maria, derrame o que há no interior do seu vaso nos pés de
Jesus.