A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE...
1 Timóteo 1:1
De que nos vale uma esperança que, apesar de ser a última a morrer, também
morre.
As situações adversas que nos acometem, provocam declarações precipitadas,
desesperadas, amarguradas, eufóricas, positivistas, mas muitas delas
interessantes nos seus desdobramentos. Destacamos uma, dentre tantas, que merece
a nossa reflexão, por já tornar-se um dito popular. É o repetido pensamento que
declara: “A esperança é a última que morre”. Considere a questão: De que nos
vale uma esperança que, apesar de ser a última a morrer, também morre?
Bilhões de seres humanos que viveram neste planeta, viveram na dependência de
certas esperanças que acabaram por falecer antes ou no exato dia da sua morte.
Alguns depositaram a sua esperança no dinheiro e no sistema econômico e
testemunharam a desvalorização e o aniquilamento de sua esperança. Outros
depositaram a sua esperança em seu relacionamento com determinadas pessoas e
contemplaram a decepção traiçoeira de sua esperança. Outros ainda, depositaram a
sua esperança em alguma ideologia, filosofia, ou prática religiosa, e assistiram
frustrados a demolição de suas esperanças. Por fim, outros apostaram todas as
suas esperanças nos últimos avanços da ciência e da própria medicina, contudo,
apesar de viverem mais alguns anos, meses, ou dias, foram sepultados junto com a
sua esperança. De que nos vale uma esperança que, apesar de ser a última a
morrer, também morre? Onde o ser humano encontrará uma esperança que não morra?
Toda esperança deve estar fiada na garantia sustentada por quem prometeu alguma
coisa e na legítima capacidade de cumprir o que foi prometido. A única esperança
que não morre tem que ser garantida, no mínimo, por um ser eterno, que não morre
jamais, imutável, o único e soberano Deus revelado na Bíblia Sagrada, a Palavra
de Deus. Ao fazer-se carne para habitar entre nós na Pessoa de Jesus Cristo,
Deus suportou a morte, no corpo e na natureza humana, em nosso lugar, para
perdoar todos os nossos pecados, e provou a sua autoridade sobre a vida eterna e
a morte, no momento em que ressuscitou corporalmente a Seu Filho Jesus Cristo
dentre os mortos, fato este testemunhado incontestavelmente por centenas de
pessoas. Desta forma, o novo e vivo caminho da “esperança que não morre” está
garantido pelo poder da ressurreição do Senhor Jesus Cristo, razão pelo qual as
Escrituras declaram: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que,
segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança,
mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança
incorruptível, sem mácula (ou “sem mancha”), imarcescível (“que não murcha ou
perde valor”) reservada nos céus para vós outros, que sois guardados pelo poder
de Deus, mediante a fé, para salvação preparada para revelar-se no último tempo
(...) que por meio dele (Cristo) tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dentre
os mortos lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em Deus”
(1 Pedro 1:3-5 e 21); “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pelo mandato de Deus,
nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa esperança” (1 Timóteo 1:1); “...na
esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu, antes dos
tempos eternos” (Tito 1:2); “se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes,
não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes” (Colossenses
1:23); “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os
mais infelizes de todos os homens. Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os
mortos, sendo ele as primícias (“primeira parte ofertada”) dos que dormem (ou
“morrem”) ”(1 Coríntios 15:19-10).
Querido leitor, em que garantias estão fiadas as suas esperanças? A sua
esperança, ainda que seja a última, também morre? Lembre-se, então, de que a
esperança daquele que já nasceu de Deus, salvo, pela fé em Jesus Cristo, é a
única esperança que não morre nem com a morte, pelo contrário, na morte deixa de
ser esperança, concretizando-se em realidade bendita e eterna com Ele nos céus.
Você tem plena certeza de que esta é a sua esperança?
Pr. Jamil Abdalla Filho